quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

feriadões a caminho



Um momento perfeito para recarregar as energias
Não adianta. Nós, brasileiros, adoramos um feriado. O ano nem começou e já estamos pensando neles. Aliás, nos feriadões.  De acordo com o Senado Federal, das 12 datas comemorativas de 2017, nove poderão se transformar em um final de semana prolongado aqui no Brasil. Em quatro oportunidades, a folguinha será na segunda e sexta-feira. Ou seja, virão três dias de pernas pro ar.

E tem mais notícia boa por aí. Cinco feriados cairão na quinta e terça-feira. Daí, os profissionais que conseguirem enforcar o trabalho na segunda ou na sexta farão um baita feriadão.  

Mas para àqueles que gostam de dar uma quebrada no ritmo, dois feriados ocorrerão na quarta. O que é bom também, não é?

Que tal aproveitar as férias de verão para pensar onde e como passar as merecidas folgas? Então, programa-se:



terça-feira, 10 de janeiro de 2017

dormindo com o melhor amigo!

Que os pets são fofos, ninguém duvida. Deixam nossos dias mais divertidos, felizes e menos solitários. Pesquisadores dizem, agora, que os bichinhos de estimação também podem ser um bom remédio para quem dorme mal.

De acordo com um estudo do Centro de Medicina do Sono da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, os cães e gatos têm a tendência de deixar as pessoas mais relaxadas e seguras durante a noite. Dos 150 entrevistados, 56% disseram ter o hábito dormir com o cão ou o gato no quarto ou até mesmo na cama. E para 41%, os bichanos não atrapalham em nada o momento do descanso.

Regina Lima com o Gysmo e a Fiona.
Foto de Eduardo Liotti
A apresentadora de TV, Regina Lima, tem na família o Gyzmo, a Fiona e o Pingo. Os três Shihtzu compartilham com ela o quarto. Não é raro dividirem o mesmo cobertor. “Meu sono sempre foi muito entrecortado. Para mim, eles me protegem durante o sono. Sem falar que possuem uma energia muito boa, transmitida pra gente”, diz a jornalista gaúcha.

Ah! Mas importante: a saúde deles precisa estar em dia para não transmitirem nenhuma doença.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

ano novo, formato novo

Feliz ano novo, amigos leitores! Começamos 2017 com uma baita novidade. A partir de agora, o Limonada Zen vai trazer muito mais que reflexões cotidianas, nosso foco nestes últimos anos. E faz tempo que estamos juntos, não é mesmo? Desde 2010 compartilhamos situações que, de alguma forma, nos fizeram crescer como pessoas e enxergar o mundo com outros olhos. Ou pelo menos tentar. Coisa boa olhar para trás e ver tudo o que evoluímos nas mais de cem crônicas.


E chegou o momento de evoluirmos também como conteúdo. Diariamente traremos "goles" de bem estar. Afinal, tem muita coisa nesta vida que nos faz bem. Pode ser uma atividade física, um prato de comida, uma dica de leitura, filme ou teatro, uma sacada de decoração ou, simplesmente, uma frase amiga.


O convite está feito. Participe das nossas redes sociais (Twitter, Facebook e Instagram) e faça parte desta comunidade que acredita que viver é muito mais que acordar todos os dias.


Um abraço, Adriano Cescani


quinta-feira, 7 de abril de 2016

#PartiuVidaNova?

Cada um de nós conhece alguém que foi tentar a vida em outra cidade, estado ou país, não é mesmo? Eu, por exemplo, tenho vários amigos e conhecidos que partiram, faz tempo, e não voltaram - nem sei se retornam ainda. Meu irmão, também, teve essa experiência, mas já regressou depois de alguns anos morando e trabalhando na capital do Brasil.

Não é difícil ler depoimentos de quanto é libertador essa vivência fora do ninho e como nos tornamos mais “adultos”. Tais relatos, por vezes, caem como uma bomba em quem optou fixar raízes na terra natal. Surge um enorme ponto de interrogação na já confusa cabecinha. E eu me incluo nesta turma. Será que deveríamos fazer como os pássaros, alçar vôos mais distantes e fazer uma morada num lugar diferente?

Com minhas amigas de colégio Débora e Cibele
Ultrapassar os limites das divisas ou fronteiras e deixar pra trás familiares, amigos e a nossa história em busca de grana ou realização profissional é admirável. E invejável confesso.  E até influenciador, em casos específicos. Quem nunca pensou, depois de uma conversa ou leitura sobre o tema jogar tudo pro alto e dizer: #partiunovavida?

Eu mesmo já tive essa vontade. Foi bem rapidinha, aqui entre nós. Oportunidade, inclusive, já surgiu pra mim. No entanto, achei o preço de largar tudo muito alto pra correr atrás de uns pilas a mais, uma carreira e uma vida que talvez nem fosse a minha tão sonhada vida.

Alguns falam, como se fôssemos desprovidos de coragem: arrisca pra ser feliz. E eu respondo: quem disse que não sou feliz onde estou?

Com minha mãe, avó e pai
Pra mim, pegar praia em Ipanema, no Rio de Janeiro, todos os finais de semana, não se equipara aos almoços de família nos domingos. As noites agitadas de São Paulo não são mais cool que uma pedalada pela Orla do Guaíba. Os dias nublados de Londres, embora charmosos, não se comparam a um encontro com amigos de infância numa tarde de sábado no Moinhos de Vento. Acompanhar o envelhecimento de quem amamos é algo que morar na Austrália jamais dará. Assim como, ver o teu afilhado nascer e crescer é, indiscutivelmente, melhor que a ruas agitadas de Nova Iorque.

Não há quem sinta falta de um colo de mãe, de um conselho do pai, de um abraço carinhoso da avó, dos encontros saudosistas com quem crescemos. Viajar é ótimo. Estudar fora, por um período, é bacana. Agora, viver num lugar novo, trabalhando em lugares novos, fazer amizades novas - e que fariam às vezes de pai e mãe - para mim nunca me deslumbrou. Pelo contrário, ser alguém na minha terra sempre me provocou mais interesse, mesmo sendo, às vezes, mais árduo o caminho. Além disso, a vida já me dá, todos os dias, oportunidades para ser melhor, para me fazer uma pessoa melhor, para amadurecer.

O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Comentários vazios, com palavrões ou contra o blogueiro não serão publicados.

O Limonada Zen está, todos os sábados, no Programa da Regina, das 11h às 12h, na Band Tv RS.

domingo, 27 de março de 2016

ditadura virtual

Quem me acompanha nas redes sociais percebeu que só publico fotos. Raramente largo teses sobre o universo e suas conspirações. A exceção, é claro, fica por conta das minhas crônicas do Limonada Zen. O motivo da minha falta de opinião, recentemente, é que tenho opinião demais e, desde as últimas eleições para a presidência da república, cansei dessa guerra que se estabeleceu no campo virtual.

Vejam bem. Apenas cansei. O que não significa que desisti de defender meus posicionamentos. Os faço apenas ao vivo e a cores e para quem é mentalmente equilibrado. Pra não dizer que estou totalmente blasé, tempos atrás fiz um post criticando um caminhão da prefeitura que bloqueou a entrada do estacionamento do prédio comercial onde está o meu escritório, atrasando a minha e a vida de quem precisava passar por ali. Reclamei – e postei foto -, como cidadão, daquela absurda falta de noção e respeito por parte de um funcionário pago por mim. Recebi apoio, é claro, da maioria dos meus friends online. Muitos, inclusive, compartilharam da minha irritação e soltaram o verbo. Mas acreditem, tiveram friends dando discurso de “Poliana”. Bohhh! O bate-boca comeu geral. Eu silenciei. 

                                    Foto de Adriano Cescani
Desculpem, mas tô achando que tem muita gente agressiva por aí. Basta postar algo que não vá de encontro ao que o cidadão defende e pronto, começa o festival de baixaria na rede mundial de computadores para quem quiser ler. E vale para todo mundo, de todos os partidos e crenças. É uma chinelagem generalizada.

Vivemos um período muito delicado no Brasil, uma nação democrática, segundo a constituição. Eu digo segundo, porque acredito que há uma grande confusão na área. Democracia, minha gente, não é orgia de expressão, não é anarquia onde tudo é permitido. Democracia é respeitar o outro, em todos os aspectos, simples assim. Acho deselegante essa disseminação do ódio. Até leio, mas não curto nem tampouco comento.

Não estou fugindo da raia ou do debate, se alguém está pensando isso. Acredito que é muito mais válido eu “discutir” com a urna eletrônica de quatro em quatro anos. Meu irmão Eduardo me contou que um amigo nosso de infância o chamou no whatsApp para um confronto pesado sobre o momento atual. What? Que que é isso my brother? Pra quê enfraquecer uma amizade por uma opinião diferente? E mais, por uma discussão gratuita. Sim. Se estou quieto no meu canto e vem alguém chafurdar na minha conta é, sim, uma agressão ou, pelo menos, uma invasão. Não acredito que essa tática terrorista funcione com quem tem conhecimento. Mas, tudo bem.

                                                                     Foto de Duca Cescani
Mais que uma crise política, econômica e de MORAL, enfrentamos uma ditadura velada nas redes sociais. Se por um lado temos livre acesso de expressão, por outro, somos censurados com provocações, com unfollow e com bloqueio (não quer ser meu amigo, ok). Quem usa a #VemPraRua toma vaia. Quem aplica #NãoVaiTerGolpe apanha. É constrangedor o que ocorre atualmente.

Sou contrário ao preconceito. Sou contra a injustiça. Sou contra a corrupção. Sou contra a má política. Sou a favor de educação, saúde e trabalho para todos. Sou a favor de toda e qualquer investigação. Sou a favor da justiça, desde que ela não seja cega. Sou a favor de prisão a condenados, seja de qual partido for, desde que sejam de fato culpados. Sou a favor da democracia. Sou a favor de um mundo com menos ódio. Sou a favor de uma vida sem mimimi.

Escrevi tudo isso para mostrar que estamos juntos neste barco. É hora de deixarmos de ser crianças mimadas que viram o tabuleiro de damas porque estão perdendo o jogo. É hora de entender que o meu voto não é menos ou mais importante que o teu. É hora de entender que eu tenho o direito de postar o que quiser sem ser coagido. É hora de entender que o amor transforma e o ódio nos torna cegos e pessoas pequenas.  

Bati o martelo. As redes sociais voltam a ter o genuíno significado delas: rede de relacionamento com entretenimento. Simples de simples.  

 O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Comentários vazios, com palavrões ou contra o blogueiro não serão publicados.

O Limonada Zen está, todos os sábados, no Programa da Regina, das 11h às 12h, na Band Tv RS.


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

o futuro no tempo dele


Que a vida anda corrida, todo mundo sabe. Agora, o que não dá para suportar, pelo menos falo por mim, é essa necessidade de levá-la a toque de caixa. Prefiro dizer – mesmo pensando o contrário à vezes – que AINDA estamos em outubro, e não JÁ em outubro, e que até o final do ano ainda há muita água para passar por debaixo da ponte.  No entanto, me deparo com horário de verão num mês com cara de “outono invernil”, com as já fadadas decorações de Natal nos shoppings e zunzunzun sobre Carnaval. Oi?  Mas escuta? Onde essa gente toda quer chegar tão rápido? Não podemos viver um dia de cada vez como se o amanhã não existisse?

Estou longe de ser um monge budista, com uma paciência invejável, só que procuro administrar a minha rotina dentro de uma ordem cronológica de tempo aceitável. Tento mesmo engolido, muitas vezes, pela pressa do dia-dia e pelo correr dos ponteiros do relógio. Não sei explicar o porquê do voar das horas. Mas que estão aceleradas, estão!  

Dias atrás tive de ir, por livre espancada vontade, ao banco em plena greve dos bancários. Apenas uma agência, em toda Porto Alegre, estava funcionando e foi para lá que fui. Fiquei uma hora sentado com uma senha na mão. Sério!? Mais de 30 pessoas na minha frente. Ao invés de esbravejar usei a cuca e pensei que todos que estavam ali, assim como eu, precisavam do serviço. Ora de tirar a paciência da cartola!

 Tempo perdido? Para uns sim, mas prefiro pensar que foram sessenta minutos para desacelerar a mente e o coração, organizar minha agenda, refletir sobre questões importantes para mim. Deu até tempo de apreciar a bela arquitetura da agência, com suas majestosas colunas em mármore, pé direito altíssimo, enfim, um prédio histórico. E um detalhe: por muitos anos meu pai trabalhou naquele ambiente. Aproveitei para imaginar por quantas vezes ele caminhou por ali, conversou com colegas e quantas vezes fui encontrá-lo para um almoço ou um quebra galho de filho para pai ou pai para filho. Minutos de pura nostalgia.  Você deve estar se perguntando: e atualizar as redes sociais pelo celular, não deu tempo? Deu, mas como o sinal não era dos melhores, preferi deixar de lado porque aquilo iria me irritar mais que a demora para chegar até um caixa e quebrar meu exercício de “mantenha-se calmo”.

Mas contei essa historinha para mostrar que estou procurando valorizar cada segundo do dia. Quando vejo um horário de verão quase no meio do ano, enfeites natalinos dois meses antes da data e zunzunzun carnavalesco (vamos combinar, tá longe, né?) eu me pergunto por que essa necessidade de se antecipar algo que vai chegar, de um jeito ou de outro? Vou ignorar o papinho do mundo capitalista em que precisamos consumir, consumir e consumir, que é fato, mas que não justifica essa angústia por alcançar o amanhã hoje. Ah! O horário de verão é para se economizar, mas não faz sentido ele começar em outubro e terminar no meio de fevereiro. Que tal começar em dezembro e terminar em março? #ficaadica.

No meio dessa precoce antecipação, não nos damos conta que ficamos velhos mais rapidamente, que perdemos pessoas mais rapidamente, que o presente vai embora mais rapidamente, que morremos mais rapidamente.  E o mais triste: estamos tão ocupados com o amanhã que deixamos de viver a felicidade de hoje, por menor que seja. É ilusão acharmos que a felicidade do futuro próximo é melhor que a deste momento. Tem gente que começa a segunda-feira esperando pela sexta. E quando a sexta chega, já quer o sábado pela manhã para dormir, não é mesmo? E assim por diante! Eita angústia.

O amanhã vai chegar no tempo dele. Eu e você, certamente, não podemos alterar o cronograma consumista de uma sociedade inteira, mas podemos, com certeza, ser donos do nosso tempo, do nosso roteiro de vida. Que as coisas venham no tempo delas e as sábias palavras do Dalai Lama prevaleçam:

- Os homens...porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer...e morrem como se nunca tivessem vivido.


Então, até a chegada o Noel e o ziriguidum carnavalesco, com o pôr do sol mais tarde, tenho muitos projetos para colocar em prática, muitas histórias para escrever, muita vida para ser vivida. Sem pressa. Simples assim.


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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

somos tão jovens, mas nem tanto!

Durante uma zapeada pelos canais de televisão me deparei com o filme “Somos Tão Jovens”, que conta o início da trajetória artística do músico Renato Russo. Ok. A produção é de 2013 e só fui assistir em 2015, mesmo considerando-me um fã do artista e um apaixonado pelas letras e composições que ele criou. Não me perguntem por que não fui ao cinema na época, mas também não vem ao caso, não é mesmo?


A produção nacional vai além do conto nada de fadas do Renato e sua legião de conflitos, letras e notas musicais que embalaram uma geração inteira. Eu diria que é uma grande volta ao passado. E quem, assim como eu, cresceu nos anos 80 assistiu ao filme com um elemento a mais: o coração.


Todos os detalhes nos obrigam a abrirmos o nosso álbum de lembranças. Começo pela cenografia: os telefones com disco, as cortinas dos ambientares com estampas floridas, os móveis em madeira, lustres e azulejos ainda com uma pegada setentista. Puxa! Os leitores com mais de 30 anos sabem do que estou falando. E as roupas três números a mais que o nosso manequim? Caracas! Mesmo feias, marcaram uma época, a minha, e quem sabe a nossa, caro internauta. 

Agora, o ponto alto do longa foi mesmo a trilha, que costurou a trama. Abro um parêntese: som sempre atual, diga-se de passagem. A cada canção era como se eu regressasse ao colégio, a festinha da turma, à praia, aos domingos na casa dos meus avós, aos passeios com minha família pela cidade, ao meu quarto escuro da minha adolescência, as minhas dores de cotovelo pelas paixonites não correspondidas, ao ingresso na faculdade, a um passado tão meu.

E escrevo isso não com um ar de melancolia e, sim, com uma carga de saudade. E saudade feliz de um tempo muito vivo na memória. Aliás, as "poesias musicadas" de Russo, que deram o start desse texto, poderiam gerar outro texto, depois outro texto, e mais outro texto, e por aí vai. 

Somos Tão Jovens é mais que um filme, com suas críticas diversas e roteiro raso.  É um documentário da vida de muita gente: do Renato, do Fê, da Ana, do Marcelo, do Adriano..., com um grande detalhe: ele não está disponível apenas na TV ou na internet, mas na nossa memória. Ah! Tem outro ponto importante: o “nosso” Somos Tão Jovens não termina em 1985, como a versão cinematográfica. Ele segue até o hoje e o amanhã, se quisermos.  Somos Tão Jovens nos dá a certeza de que somos tão jovens, mas nem tanto. 

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