quarta-feira, 3 de setembro de 2014

não existe crescimento sem dor!

Uma manhã como outra qualquer. Acordo, tomo café, vou para a academia e depois trabalhar! O dia lindo lá fora, com o sol brilhando, promete ser de pura normalidade. Mas, daí, em questão de segundos, do nada, recebo uma notícia que nunca esperava, mas não sonhava nem no pior pesadelo! O fato veio como uma pedra sem rumo em minha direção. Óbvio que me acertou, levando-me ao chão, e arrastando para bem longe a tranquilidade!
Pelo menos, por dois dias, fiquei zonzo, tentando compreender àquilo que me disseram. Ainda frágil, em outra manhã que deveria ser de paz, me tocam mais uma “pedra”! A informação que recebera me derrubou de tal maneira que, já ferido, beijei o chão – e bem bonito! Sozinho, me ergui, e muito tonto ainda procurei seguir o cotidiano e recuperar minha confiança e força.
Mas parecia que estava escrito que perderia a batalha naquele momento. A cada dia daquela fatídica semana recebia uma “pedrada” diferente. Fui à lona como nunca tinha ido antes. Caído e completamente ferido penso numa maneira de respirar. De repente, ouço uma voz amiga que diz:
- As pedras que estão ao teu redor, atiradas em ti, servirão para construíres os degraus da tua escada! Quando perceberes, já estarás tão alto que nada mais vai te atingir.
Esse texto parece – mas não é – de uma passagem bíblica. A história real aconteceu comigo recentemente, mas ocorre diariamente com várias pessoas no mundo inteiro. Do nada, somos “apedrejados”! É nessa hora que ficamos desnorteados, sem saber para onde correr, em quem acreditar e para quem pedir ajuda.
Gostei muito da frase ali de cima sobre as pedras formarem os degraus da nossa escada. Na real, faz sentido. São as mesmas pedras que nos levam ao chão que vão nos socorrer. Temos que nos agarrar a elas. Elas servirão de porto-seguro pra gente, por mais louco que seja. As “pedradas” que recebemos da vida nos fazem sofrer sim, no entanto, nos “elevam” a um amadurecimento. A cada decepção nos distanciamos das coisas pequenas que nos atingiram. Isso é bom. Aliás, é ótimo! Só assim ficamos mais fortes e preparados pro mundo. Com já ouvi por aí e que concordo, a partir de então:
- Não existe crescimento sem dor.

sofrer é opcional

É do ser humano o sofrimento! Nossa, tudo é motivo para chorar, para ficar triste, para ficar se remoendo por dentro e por aí vai. Sofremos quando o nosso time de futebol perde uma partida, quando o carro estraga numa sexta-feira e ficamos o final de semana inteiro à pé, quando loja não tem o número da calça que tanto queremos. E quando o assunto é doença? Daí a porca torce o rabo!
Ouvindo um sábio senhor, certa vez, ele disse que as pessoas sofrem desnecessariamente ao visitar o médico, por exemplo. Se o doutor diz para a paciente que ela precisa emagrecer porque senão pode ter diabetes, pronto, o mundo acaba! Ela sai desesperada e já com a diabetes, o que é pior. Ou seja, o “PODE” foi totalmente ignorado e a doença já está no corpo. Afinal, é mais fácil sofrer agora do que tentar entender que o sofrimento pode ser evitado com dieta e exercício físico.
Vamos morrer um dia. É fato! Por isso, quando se vai ao médico e se descobre uma doença é preciso saber duas coisas: se ela vai nos matar ou não! Se a resposta for a primeira opção, bom, meu amigo, o sofrimento só vai fazer com que teus últimos momentos na terra sejam ainda piores. Então, bora ser feliz no tempo que te resta (não é fácil, mas vai ficar chorando até o último minuto)? Não tem jeito. O destino já foi decidido!
Agora, se a resposta for não, não vou morrer com a doença, daí o sofrimento não tem cabimento mesmo. Maior exemplo disso foi um depoimento que vi num quadro do Dr. Dráuzio Varella, no Fantástico, da TV Globo, tempos atrás. O professor Samir Amim, ao descobrir ser portador de HIV, hoje considerada uma doença crônica e não mais uma sentença de morte, decidiu ver o espaço do vírus na vida dele. O professor disse algo muito, mas muito bacana. Foi mais ou menos isso:
- O vírus me acompanhará pela vida inteira. É um espaço que não dirá para mim quais são os meus sonhos, quais são as minhas vontades, quais os meus amores, qual será o meu futuro. Eu vou dizer isso para mim. Não é o HIV!
Lembram daquele sábio senhor que falei no início do texto? Ele disse uma frase que me marcou muito:
- Sofrer é opcional! A felicidade é obrigatória!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

casa nova...

Amigos e queridos leitores!

A partir de agora o Limonada Zen está hospedado no portal Clic RBS.

 Este é o novo link: http://wp.clicrbs.com.br/limonadazen/

Confiram os novos posts.

 Abração e boa leitura a todos

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Sonhar pode custar a felicidade

O papo de hoje é sonhar! Não vou escrever sobre o que acontece conosco quando dormimos e, sim, sobre àquelas "coisas" que mais queremos no mundo! Há quem diga que sonhar é uma maneira de nos tornarmos vivos. Já Fernando Pessoa escreveu que "o homem é do tamanho do seu sonho"! E vou adiante: quem nunca escutou que "o sonho alimenta a alma" ou que "sonhar não custa nada"? Parece mesmo que a sociedade faz a gente acreditar que o importante é ter "doces devaneios"!

Esses dias um amigo me perguntou qual era o meu sonho - ou quais os meus "doces devaneios"! Imediatamente fiquei a observá-lo, em silêncio! Foquei para o teto, desviando o olhar para mesa. Em seguida balbuciei:

- Hammm!!

Mas, de repente, falo:

- Eu não tenho sonhos.

Ele ficou surpreso. Na verdade, bem decepcionado com o que ouviu. Parece, num primeiro momento, uma resposta um tanto quanto triste e desanimadora. Mas, se me acompanharem no raciocínio, verão que não estou nem um pouco deprimido. É, apenas, uma maneira menos sofredora, mais palpável e mais confortante de levar a vida.

Sempre fui um sonhador, desde pequeno! Já na infância queria ser um profissional de sucesso e rico, com haras, carros de todos os tipos e casas em vários cantos do Planeta. Com o tempo, já no mercado de trabalho, no mundo real, percebi que os meus sonhos tinham um preço muito alto (dedicação de 24h ao trabalho, ser "político com as pessoas" - não sendo eu mesmo-,  abandonar o convívio famíliar e amigos, engolir sapos e brejos inteiros, enfim, largar as coisas simples que gosto tanto)! Mas, se fosse só isso, ok! O que muita gente não se dá conta é que tem ainda o fator "bumbum-pra-lua"! É um conjunto que vai definir o rumo da tua vida e não apenas o que almejamos.

A vida é cheia de "nãos" e "poréns"! Esbarramos milhares de vezes neles. Infelizmente, a vida é assim. Com o tempo vi que sonhar pode nos fazer sofrer. O sonho pode alimentar as nossas frustrações. O sonho pode nos fazer pensar que não demos certo neste plano. Tudo bem, sonhar é de graça, mas pode nos machucar feio.

Por isso troquei os "doces devaneios" por desejos. Desejos concretos que posso realizar. Não nasci em berço de ouro, mas tenho uma profissão, gosto do que faço e me dedico muito para crescer nela. Hoje, aos 35 anos, desejo muita coisa. Desejo saúde, um dia de trabalho legal, um fim de semana divertido, uma casa maior, uma viagem de férias "supimpa" e por aí vai! O resto é lucro!

Se eu fosse levar a sério àquelas frases lá do primeiro parágrafo, bah, eu tava morto, era um anão de jardim e minha alma era esfomeada! Sonhar, realmente, não custa nada! Mas vejo que pode custar a felicidade! Estou preferindo "comprar" projetos de vida que possa "pagá-los", ou melhor, torná-los realidade! Afinal, quero ser feliz agora e não viver com a possibilidade de ser feliz amanhã.

Talvez eu tenha um cavalo, mas não está nos meus desejos atuais.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

a vida tem média 5!


Esses dias eu estava assistindo a uma entrevista do ator Rodrigo Lombardi no Programa Marilia Gabriela Entrevista, do GNT. Gosto muito dele. Acho um cara pé no chão e focado no trabalho. O “Raj”, de Caminho das Índias, ou para quem preferir o “Herculano”, do remake O Astro - ambas novelas da TV Globo-, não aparenta ser do tipo deslumbrado com a fama. Nesse bate-papo com a Gabi, ele disse uma frase que achei muito coerente e que me fez refletir.

- A vida tem média 5!

O galã global disse, ao despejar esse soco no estômago de muita gente que acredita em borboletas na janela do quarto todas as manhãs, que a vida é mediana, sim! E mais: nós somos responsáveis pelos picos de muita ou pouca felicidade em nossa trajetória. De fato! Se pararmos para pensar, o nosso dia-dia é bem mais ou menos, não é mesmo?

Pensem comigo: ir no banco, na farmácia, no médico, no supermercado, trabalhar, pegar ônibus, trem, abastecer o carro, limpar a casa, descer o lixo, pagar contas, blá, blá, blá, não é nada glamouroso.  Todas essas obrigações diárias consomem a maior parte do nosso tempo. As poucas horas que sobram, quando não estamos exaustos com os deveres, temos que buscar programas que nos façam bem para que essa média 5 suba para 6, 7, 8, 9 ou até mesmo 10. Caso contrário, se desperdiçarmos nosso rico e precioso tempo, podemos ficar em recuperação! Daí, meu amigo, terapia pra ti.

Por isso: a dica é se dedicar. Como no colégio, a vida também tem suas disciplinas. Na instituição de ensino, geografia, matemática, português, história, biologia e física fazem parte do currículo. Na escola da vida, temos que lidar com trabalho, amor, amizade, saúde mental, saúde espiritual e saúde física. Vocês se deram conta de quantas áreas temos que administrar ao mesmo tempo? É ou não é como no colégio? Precisamos nos sair bem em todas essas áreas para que a média final seja muito boa.

Não basta trabalhar, namorar, fazer uma atividade física, ir no cinema ou festa! É preciso se sair bem no trabalho, ser criativo no namoro ou casamento, ter uma boa freqüência na academia e cultivar amigos, sem falar que é necessário cuidar da espiritualidade e da mente. Esse conjunto de “coisas”, mais o lazer – ver um bom filme no cinema, ir numa boa peça de teatro ou ler um bom livro, é que nos dão a sensação de missão cumprida. E de cansaço também, já que gastamos muita energia nessa “função” toda.

Quando termino meu dia, faço um balanço. Vejo o que deu certo e o que não saiu como eu queria. E ainda: o que eu fiz de diferente para deixá-lo acima dos 5. É bem verdade que, como no colégio, tenho momentos que “deixo de estudar” para, mais adiante, recuperar a nota. Mas daí, é do ser humano, não se pode tirar 10 sempre, não é mesmo?




sexta-feira, 1 de junho de 2012

tu ficas melhor pra ti e pior para os outros

"Somos como vinho: quanto mais velho, melhor". Cresci ouvindo essa frase. Aliás, eu e toda a torcida do Flamengo e do Internacional juntas. E é verdade verdadeira. Sinto-me mais completo, mais bonito, mais interessante hoje, aos 35 anos, do que aos 21. E não é demagogia.

Agora, vou largar no ventilador a releitura mais moderna da ideia lá de cima que um amigo meu me falou durante um almoço: "Com o tempo, tu ficas melhor pra ti e pior para os outros"! Outra verdade verdadeira.

No começo da vida queremos agradar a todos. Fazemos coisas que nem estamos a fim só para o bem do próximo. Ok! É um gesto nobre que precisamos fazer. Sacrificamos-nos para a felicidade alheia. Normalmente, depois do crime contra nós mesmos largamos a clássica:

- Ah! Eu tinha que ir. O fulano queria tanto a minha presença.

Quando ficamos mais maduros, a situação muda! Pensamos mais no nosso bem estar e no que nos vai fazer feliz! Azar do outro se não gostar. O importante é a gente ficar bem.

Não é egoísmo, viu? É se respeitar e ser feliz. Só que nessa realidade, "um" outro é que vai acabar levando a pior! Mas vamos combinar: antes ele do que eu, né?




Um brinde à felicidade!!!

terça-feira, 15 de maio de 2012

quem não tem respeito, não tem nada!

Respeito! Palavra curta, meio fechada, mas que agrupa um bocado de sentimentos bacanas. Amor, amizade, compreensão, proteção e admiração são alguns deles. Quem tem respeito pelo outro sente isso. 

Quando eu era criança e fazia alguma malcriação para minha mãe ou meu pai eu ouvia deles: "olha o respeito, guri"! Para mim, o respeito era simplesmente não falar palavrão como forma de "reinar" quando era contrariado. Todo o filho adora balbuciar baixinho os palavrões mais inocentes da face da Terra. O respeito, naquela época, se restringia a aceitar a decisão dos meus pais por eles serem mais velhos, mais experientes na vida, e por serem meus pais!

Hoje, no entanto, entendi que respeito não se resume apenas a obedecer quem tem mais idade. Ter respeito é entender a decisão do outro - não aceitar necessariamente, mas entender. É dar conforto a quem se gosta. É proteger a pessoa que se ama. É Proteger moralmente - e até fisicamente - o nosso semelhante querido do meio tão cruel que vivemos nos dia de hoje.  Seja da maneira como falamos dele para os outros ou de como lidamos com ele diante da sociedade. Respeitar é compreender, também, que a dignidade do próximo passa por nós! 

Esses dias vi um casal brigando numa mesa de restaurante. Faltou respeito entre eles - expondo a vida íntima para uma plateia -, e para com os frequentadores - que ficaram constrangidos em ouvir tanta brigaçarada num momento que é para ser agradável: a refeição-. Não é bacana expor as pessoas dessa maneira, viu? 
Se alguém que diz gostar de ti mostrar uma relação de intimidade publicamente com outro cara ou garota, sem dúvida, faltou com respeito não só a pessoa que diz gostar, mas a ela também! Afinal, o respeito começa por nós mesmos. Se não nos respeitamos, daí fica difícil pedir isso aos outros. As redes sociais são o maior dedo duro!  

O que sei é que o mundo está ficando sem respeito. Todos acham que a felicidade e satisfação individual é que importam, esquecendo do coletivo! Um grande equívoco. Quem não tem respeito, não tem nada! Por isso, respeito é bom e eu gosto! 
Tem muita coisa que é proibida e merece respeito
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