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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

vista para o mar

Esse é o sexto post, de uma série, sobre adoção animal. O que muda na rotina, em nós e na forma de ver o mundo.

PATA POR PATA pisava, de maneira desconfiada, na areia branca. Com o rabinho entre as pernas e o corpo rebaixado, mas muito curioso, o Kiko entrava no cômoro que o levaria para a mais ampla e bela paisagem que iria conhecer. Ao chegarmos no topo da montanha de grãos finos, pude sentir uma alegria e um fascínio que não imaginaria encontrar em um cão ao ver, pela primeira vez, o mar. Tudo nele se ergueu, das orelhas ao rabo. Em segundos, já partiu correndo em direção à água.

Como estava na guia, não preciso dizer que fui arrastado por ele – o que não chega a ser uma novidade. Sou arrastado por ele em quase todos os passeios. Mas não quis repreendê-lo naquele fim de tarde de final de primavera. Afinal de contas, o cãozinho que vivia dentro de um pátio estava conhecendo a praia e toda àquela vasta extensão de mar, terra e céu.

Ao contrário do que pensei, o Kiko não quis entrar no mar. Olhava intrigado o vai e vem das ondas. Sempre com a lingüinha para fora. Ao sentir a umidade gelada da areia onde as ondas chegavam, ele dava uns pulinhos como se estive em brasas. Mas ok. Até os cusquinhos, conhecidos por não terem frescuras, têm as suas frescuras.

Confesso que tive vontade de soltá-lo, pois sei que ele é obediente e atende aos meus comandos. Mas sei, também, que cachorro é cachorro e quando se encantam com algo não há Cristo que os coloque de volta no foco. Quem sabe em outro momento consiga deixá-lo mais livre.

A primeira ida ao Kiko até o mar, depois de sete anos de vida, foi linda! E as próximas serão também. Como foi maravilhoso e muito enriquecedor para mim viver toda essa experiência. O Kiko cheirando as conchas, os mariscos, se assustando com as cascas de carangueiros, correndo atrás de outros cães, latindo para o universo. Latindo de felicidade.  


Na semana que vem uma nova aventura do Kiko. 

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

o primeiro passeio juntos

Esse é o quinto post, de uma série, sobre adoção animal. O que muda na rotina, em nós e na forma de ver o mundo.

LEMBRO-ME da primeira vez que saí com o Kiko, ainda pequeno, pelas ruas do bairro da minha avó. Foi uma experiência traumática para mim, e acredito que para ele. Não chegamos a dar uma volta na quadra porque ele não conseguiu caminhar de tanto medo. Medo das árvores, dos cães que latiam dentro dos pátios das casas por onde passávamos, dos carros, das pessoas, das folhas caindo das árvores, do vento! Depois disso, nunca mais saí com ele.

O nosso segundo passeio aconteceu algumas semanas atrás, sete anos depois. No nosso primeiro final de semana morando juntos, decidi levá-lo ao parque. Na verdade numa festa de aniversário de criança numa praça, ao ar livre. Na minha mente só conseguia ver àquele Kiko assustado e quase preso ao chão. 
O Kiko no meu colo com vergonha
Engano meu. O cãozinho de porte médio – para pequeno – agora não era mais um filhote. O medo foi embora e deu lugar à segurança – embora ainda tenha algumas coisas que o assustem. A rua para ele, hoje, é uma passarela. Ou melhor, uma pista de velocidade. Eita cachorrinho que adora caminhar apressado, cheirando tudo, demarcando com xixi qualquer coisa que vê pela frente.

Ele tem um porte bonito. E não é confete de dono. É porque ele é elegante mesmo. Deve ter aprendido com minha vó, que não saía de casa bem penteada, arrumada e cheirosa. Até dentro de casa gostava de estar impecável. O Kiko é assim. Um cão todo vistoso. Caminha todo empinado. E faceiro. Quase que um modelo-dog.

Tanto é verdade que, naquele dia, estávamos no foco de todo mundo. Não tinha ninguém que não passasse pela gente com um sorriso, com um boa tarde ou com uma palavrinha do tipo: “que lindo ele é”. Não para mim e, sim, para o Kiko. Rsrs.

E não é que o rapazinho se comportou como um cavalheiro diante dos convidados da festa? Educadamente, aceitou carícias e até deu umas lambidinhas. Mas, o que ele mais gostou mesmo foi do TAMANHO do parque. Pude correr com ele, na guia claro, pelos campos verdes. Foi divertido para ele. Mas, mais divertido para mim.

Agora é assim. Passeios e mais passeios. Até porque, ele merece conhecer o mundo além dos portões do pátio de uma casa. 


Na quarta-feira que vem, dia 27 de dezembro, a primeira vez que o Kiko vê o mar. 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

a hora da decisão

Esse é o quarto post, de uma série, sobre adoção animal. O que muda na rotina, em nós e na forma de ver o mundo.

TRÊS DA MANHÃ. Ouço um barulho na sala. Levanto para ver o que é. Kiko, me olhando, fazia um cocozão próximo à porta de entrada. Ok. Não fiquei bravo. Um dia isso iria acontecer, né? Limpo o local e digo para ele que está tudo bem. Pelas seis da manhã, percebo nele uma inquietação. E, novamente, outro cocozão no mesmo lugar. Sonolento, limpo novamente, sem xingá-lo.  

Antes de adotá-lo as minhas dúvidas eram várias. Será que ele vai fazer xixi por toda a casa? Qual o cantinho que ele vai escolher para o cocô? Vai latir muito? Meus móveis correm risco de serem mordidos, roídos e destroçados? Meus Deus! Pânico total para um virginiano que adora tudo no seu devido lugar.

A “ficha” dele não é das mais limpas. Nela, há “pipis” feitos nos ambientes internos da residência da minha vó, tapetes estraçalhados e até um sofá rasgado. Como pode um cusquinho tão meigo e doce ser, ao mesmo tempo, tão travesso? Seria ansiedade? Raça? Temperamento? Criação não era, isso eu sabia. Enfim! Mesmo assim, eu queria correr o risco! Algo me dizia que seria importante para mim. Neste caso, o maior desafiado seria eu, não ele.

Não me tirem para neurótico. Sei que bens materiais são apenas bens materiais. Mas tudo comprado para compor minha decoração tem uma história. E acho importante preservamos as nossas memórias. Desapeguei, tá? Como o budismo defende, tudo é impermanente: começa e tem fim. Porque seria diferente com uma cadeira, por exemplo?

Agora! Estão sentados? Desde a chegada do Kiko em casa a única coisa que aconteceu, até agora, foi o incrível número de pelos em lugares por onde ele passa. Viva o inventor do aspirador de pó, aliás. Tirando isso, ele faz todas as necessidades na rua e os móveis seguem como eram antes: intactos. Acho que isso é um bom sinal, não? Acredito – e rezo – que ele siga neste bom comportamento. E se fizer alguma sapequice, tudo bem, isso poderia ocorrer.

Ah! E os dois totozões no meio da sala? Bom! Suspeito de um dor de barriga. Depois daquela madrugada, nunca mais aconteceu nada parecido.

O Kiko me ensina muitas lições. Uma delas, por exemplo, é que um lar sem bagunça não é um lar. Que, sim, não faz mal nenhum ter uma almofada jogada no chão e uma meia dúzia de pelos espalhados no chão ao chegar em casa depois de um dia de trabalho. Que é bom voltar e sentir uma vida feliz te esperando e pronta para te dar amor e carinho, esses, de forma incondicional. Bom! Eu acho que a lista de benefícios vai aumentar. Daí, vamos falando nisso ao longo do tempo. 

Na quarta-feira que vem, dia 20 de dezembro, a primeira festinha no parque. 


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

a nova vida

Esse é o terceiro post, de uma série, sobre adoção animal. O que muda na rotina, em nós e na forma de ver o mundo.

ABRO A PORTA traseira do carro. O Kiko pula, super faceiro, para dentro como se fosse um hábito comum e rotineiro. O engraçado é que ele nunca tinha pegado uma carona comigo até então. Coloco junto dele uma sacola com os seus poucos pertences: uma bolinha, uma mantinha que pertencia a minha avó, uma almofada usada para as brincadeiras e um bichinho (não era o seu preferido, mas achei melhor levá-lo). Fecho a porta. 

Dou ré e começo a sair da garagem, deixando para trás os sete anos que vividos por ele ali, entre latidos, corridas de curta distância e muitos pulos em busca de carinho. Uma nova vida começaria para o pequeno cusquinho de pelagem branca e manchas pretas e marrons. E, sem dúvida, para mim também começaria uma nova vida.  


O trajeto, de pouco mais de 20 minutos, foi tranqüilo. Ficou em silêncio o tempo todo. O via, pelo retrovisor, olhando a cidade pelos vidros do carro. Até me espantei porque não sabia que ele gostava tanto de passear de automóvel. Uma grata surpresa. Conversamos a viagem toda. Tentei, a minha maneira, explicar que estaríamos mais junto a partir de agora. Mas, claro, ainda tínhamos um tempinho para saber como seria o inicio desta nova relação. 

O “rapazinho” que vivia em um casarão, correndo de um pátio a outro, de fora para dentro da residência, agora, habitaria um apartamento. O vai e vem de pessoas e carros, observados pelo portão, não seria mais rotina. O céu, com suas nuvens e pássaros, visto pela janela da sala e quarto, seria o seu passatempo a partir daquele dia. Isso, claro, quando eu não estiver em casa para levá-lo para as voltinhas diárias ou até mesmo para passeios mais longos. 

Finalmente chegamos ao primeiro dia de nossas vidas. Desculpem o cliclê, mas não poderia ser diferente. Não sei quem estava mais nervoso: eu ou ele. O Kiko entra desconfiado no prédio. Eu, ansioso. Sobe as escadas quase como querendo voltar. Quando abro a porta do apartamento, com o rabinho entre as pernas e as orelhas meio caídas, olha, ainda mais desconfiado, o seu novo mundo, até então restrito a uma sala. 

Meio sem saber onde ficar, é ao meu lado que para. Logo coloco a manta, a almofada, a bolinha e o bichinho perto da mesa de jantar e é para lá que ele vai. Deita bem quietinho, não entendendo muito. O que me aliviou é que ele olhava para mim com confiança. Me conhecia desde filhote. Não haveria motivos para medo. Desse cantinho não sai por um tempinho. 

Pouco menos de vinte minutos começa a desbravar a casa, bem tímido. Banheiro, cozinha e área de serviço nem pensar! Eram territórios proibidos em sua mente. Só na dele, pois na minha, estava tudo liberado. Aos poucos, está perdendo o medo da cozinha. Depois de 20 dias conseguiu, finalmente, entrar na “lavanderia”. Mas só comigo. Fico feliz por sua conquista. 

O legal é que a cada dia noto que o seu conforto é maior. Já tem até os cantinhos preferidos. Adora tomar sol deitado no sofá pela manhã. Pelo jeito, passa as tarde esticados na cama. A bolinha está sempre em locais diferentes, ao contrário do bichinho, que segue atrás da mesa de jantar, esquecido, como já era quando morava com minha amada vó. Mas, por enquanto, achei melhor deixá-lo como uma doce e saudosa referência.  I

Na quarta-feira que vem, dia 13 de dezembro, os medos e as inseguranças de se adotar um cão já adulto.  

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

o pequeno cusquinho

Esse é o segundo post, de uma série, sobre adoção animal. O que muda na rotina, em nós e na forma de ver o mundo.

ERAM ONZE HORAS de um domingo ensolarado. O telefone de casa toca. Ainda sonolento, ouço minha mãe, muito chorosa e nervosa, dizendo que a vó, de 87 anos, não passava bem. Imediatamente, me dirijo para a residência onde guardo recordações de inesquecíveis natais, almoços em família, aniversários e tarde divertidas na infância. Pouco depois do meio-dia, a mais triste de todas as notícias chegou.

Dona Wanda partiu inesperadamente, apesar da idade avançada e da saúde debilitada. Nos deixou de um dia para o outro. Restam lindas lembranças, ensinamentos, bons exemplos e saudades. Mas estas não são as únicas coisas que ela nos deixou não. Entre suas paixões que, agora, estariam sob nossa responsabilidade, elegantes toalhas de mesa bordadas e engomadas caprichosamente, e um cãozinho, o Kiko, o seu último fiel e alegre companheiro.

Sim! O Kiko. Àquele cusquinho branco com machas escuras de semanas, achado com seus irmãozinhos num valão de Porto Alegre, iria resgatar a alegria da mãe da minha mãe perdida no segundo luto matrimonial. E, ela, por sua vez, resgataria a alegria e a confiança no mundo que ele talvez nem tivesse tido a oportunidade de conhecer, pois já nascera no abandono e na marginalidade de muitos cãozinhos.

Mas que bom que existem finais felizes. O destino quis que eles se cuidassem. E os dois se cuidaram. Era lindo de ver. E sou suspeito em falar, mas o Kiko é um dos cachorros mais meigos e carinhosos que conheci. E medroso também. Até a própria sombra o assusta. Ok. Isso também é charmoso.   

Ele cresceu rodeado de carinho. O Kiko foi o primeiro cãozinho, depois de muito tempo, da nossa família. Meus avós até tiveram outros, mas numa época que cão era apenas o bicho de estimação que ficava no pátio. Lembro-me do Dick, do Milk e do Shake (Sim, dois cãezinhos amigos que viveram na mesma época. E não era mera consciência com Milkshake). O “Kiquinho”, carinhosamente chamado, ao contrário dos anteriores, tinha acesso livre pela casa.

Tal relação de amor dava na minha vó, e em nós, uma insegurança. E se ela partisse antes? Qual seria o destino dele? Embora minha mãe adorasse a ideia, não poderia assumir o quarto cãozinho. Sim! Hoje, o Bono, a Aisha e a Pepita (do meu irmão), três lhasa-apso, vivem com ela.

Vocês se lembram do primeiro post, quando eu escrevi que esperava a hora certa de um animalzinho entrar na minha vida? Cumpri com a promessa feita a minha vó ainda em vida. Que, se alguma coisa acontecesse com ela, o Kiko ficaria comigo. O momento certo viria num dia triste da minha vida. E isso eu já sabia.  

Na quarta-feira que vem, dia 06 de dezembro, o começa das nossas novas vidas. A minha e a dele. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

o Kiko chegou!

 Esse é o primeiro post, de uma série, sobre adoção animal. O que muda na rotina, em nós e na forma de ver o mundo.

SEMPRE GOSTEI de animais. Quando criança, nossa casa era repleta deles. Tínhamos passarinhos, gatos, cachorros e, acreditem, até tartaruga. O que me dá uma linda recordação de cada um. Como esquecer o colorido dos dois casais de periquitos, das sapequices do felino Chuvisco, do carinho e cuidado da Sasha, um pastor alemão fêmea que era dois anos mais velha que eu? 

Na adolescência, já em um apartamento, criamos peixinhos. Menos interativos, mas não menos cheios de personalidade, os Bettas nos deixaram histórias engraçadas. O mais marcante foi o Saraiva, que adorava pular para fora do aquário, para nosso desespero. 

Daí, eu cresci e decidi morar sozinho. Desbravar o mundo ou, pelo menos, a minha nova vida. Recém formado jornalista, queria trabalhar, festear, sair com amigos, namorar, viajar...Naquela fase independente só conseguia cuidar de mim. E de mais nada nem ninguém.

A vontade de voltar a ter um bichinho de estimação sempre existiu. Mas, como bom virginiano, isso só aconteceria depois de muita reflexão e a certeza de que a hora havia chegado. Por vezes, até titubiei. E recuei em todas. 

Os anos se passaram. Muita água passou por debaixo da minha ponte. Vi meus pais, meu irmão, minha avó, meus amigos, meus vizinhos, todos, conviverem harmoniosamente com bichanos afetuosos no lar. E eu lá, louco para ter um. Mas quem dizia que a hora tinha chegado?

No fundo, eu sabia o momento certo que tudo aconteceria. Afinal de contas, comigo, sempre foi assim. E acho que sempre será. Não me enganei. Hoje, o Kiko, esse fofo viralatinha com cara de Fox Paulistinha e jeitão de Galgo, entrou na minha rotina de supetão. Ok! No fundo, eu sabia que seria assim. No fundo, eu já esperava. E, na real, valeu a espera.

Na semana que vem, eu conto como o Kiko veio morar comigo. E nas próximas semanas, o que ele trouxe para mim e como nossa vida muda, deliciosamente, de cabeça para baixo.


terça-feira, 27 de junho de 2017

15 segundos de coisa boa

Quanto tempo você precisa para fazer algo bom? Para o casal Barbara Santos e Rafael Barbieri é necessário apenas quinze segundos. Isso mesmo! Juntos há oito anos, eles produzem e protagonizam o projeto 15 Segundos de Coisa Boa, que traz cápsulas de pequenas alegrias cotidianas em forma de vídeos e fotos. Bem na vibe do Limonada Zen!

 “Era uma coisa que a gente já fazia nas horas vagas, mas foi ficando mais forte conforme mudamos de estilo de vida”, conta Bárbara. Com cerca de 600 mil seguidores nas redes sociais, a dupla Bá&Rafa já começou a produção da webserie 15 segundos de Coisa Boa Pelo Brasil. A ideia é visitar 15 cidades brasileiras para compartilhar com os seguidores, a simplicidade do dia a dia de cada lugar. De acordo com Bárbara, o projeto cresceu para atender os pedidos dos fãs que chamavam o casal para conhecer suas cidades.  O público deles é basicamente jovem, de até 35 anos, que marca seus parceiros nos posts e interage muito com o casal abordando as questões de relacionamento com uma pegada mais lúdica. 

O ‘Casal do 15’, como são carinhosamente chamados, produzem filmes de casamento contando a história de amor dos casais. “Esta é uma das partes mais gratificantes do nosso projeto”, comemora Rafa.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

mochilão a dois

Quem nunca teve vontade de colocar uma mochila nas costas, sair porta a fora e cair no mundo? Até as pessoas mais planejadas já tiveram, em algum momento da vida, essa pontinha de loucura. Pois bem! Hoje em dia, viajar como um mochileiro - termo muito usado tempos atrás - ainda está em alta e cada vez mais organizado, mas nem por isso, menos aventureiro. 

E que tal pegar uma mochila e sair por aí com a amada ou com o amado? A CI Intercâmbio e Viagem montou um roteiro especial para os namorados. O Mochilão Romântico, ideal para quem gosta de momentos inesquecíveis, percorre cidades de três países da Europa durante nove noites.


Paris, a cidade do amor 
É uma viagem cheia de simbolismos. Dá para realizar o sonho de passear numa gôndola, por exemplo, na Itália. Qual casal nunca sonhou com isso”, afirma Ana Flora Bestetti, Supervisora da Região Sul da empresa.  No roteiro, a charmosa Paris, na França, considerada a capital do amor. Um passeio pelo Rio Sena espera os apaixonados, que poderão, também, andar de gôndola em Veneza, na Itália. Para completar o tour, uma visita em Interlaken, uma linda e romântica cidade na Suíça. Os viajantes ficam três noites em cada cidade. 

Além de hotel, traslado entre o aeroporto e hotel nas cidades de chegada e saída da Europa, há passes ou bilhetes de trem entre as cidades do roteiro e dois passeios inclusos.

Informações:
www.ci.com.br

terça-feira, 9 de maio de 2017

a arte de educar

Colocar os pimpolhos na linha pode ser uma tarefa nada fácil. Mas, também, não é nenhuma missão impossível. Com carinho, dedicação e um pouco de firmeza, o pais conseguem passar importantes lições aos filhos.

Com mais de 40 anos dedicados à educação e depois de colocar muitas crianças nos eixos, Cris Poli, estará em Porto Alegre. A educadora argentina radicada no Brasil, que ficou conhecida nacionalmente por apresentar a versão brasileira do programa de TV Super Nanny, vai ministrar a palestra A arte de educar com amor e limites.

Cris Poli atuou como professora de algumas das mais respeitadas escolas de Buenos Aires até se mudar para São Paulo e aplicar seus conhecimentos em colégios da capital paulista. Formou-se em Educação pelo Instituto Nacional Superior del Profesorado en Lenguas Vivas Juan Ramón Fernandez, de Buenos Aires, na Argentina. No Brasil, fez Licenciatura em Letras Inglês-Português na USP. Possui diversos livros publicados sobre educação infantil.

O evento ocorre no sábado, dia 13 de maio, às 10h30min, no Boulevard Assis Brasil. Os interessados em participar da atividade, em umas das salas de cinema do Arcoplex, devem retirar os convites na administração do shopping, gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Há limite de dois ingressos por pessoa.



terça-feira, 2 de maio de 2017

aplicativo para meditar

Já fiz um post sobre os benefícios da meditação aqui no Limonada Zen. O que posso dizer é que comecei. E hoje, com uma imensa alegria, compartilho com vocês que estou na prática há 50 dias ininterruptos. O que posso dizer, nesse pouco tempo de internalização, é que me sinto menos ansioso, com vontade de viver o agora, me preocupar menos com o amanhã e esquecer os problemas do ontem.

E senti o progresso no meu “ser” já nos primeiros dias. É uma sensação incrível, difícil até de descrever. Tenho muito, mas muito, que avançar nessa busca. E não é fácil, viu? Há dias que estamos sem paciência, mais cansados, preocupados e estressados. E tudo bem. É da vida contemporânea. O importante é ser gentil consigo mesmo, tentar, focar e não desistir de meditar, nem que seja por minutinhos.

A excelente notícia é que existe uma ajudinha bem boa. O aplicativo Insight Timer, baixado gratuitamente na App Store e Google Play - para Android e IOS -. Repleto de ferramentas que nos estimulam no dia-dia, é de fácil manuseio.  Ele nos apresenta meditações guiadas, em português, tempo de meditação, gráficos sobre nossa dedicação e, inclusive, nos dá estrelas, como se estivéssemos no colégio. Bem estimulante.

As meditações variam de acordo com o tempo disponível do usuário. Têm sessões de dois minutos, de cinco, de 15, de 20, de 30 e até de quase 60 minutos. Há práticas para quem gosta do zen-budismo, do vipassana e theravada, por exemplo. E sem problemas se não entendemos as diferenças entre elas. O importante é nos fazer bem. Existe, também, práticas para começar o dia, para centramento rápido, para gentileza e para adormecer. Essa é incrível. Antes mesmo de acabar, confesso, já peguei no sono. Ideal para àqueles dias estressantes.  

Nada é forçado. Podemos fazer em qualquer lugar, sentado ou deitado, conforme orientação do mentor. E o que for melhor para gente. Com fone de ouvido é melhor. Para os mais adiantados, há sons, músicas e cronômetro, que tornam a prática mais profissional, se assim podemos dizer. Ah! E podemos escolher qual o sinal para começar e encerrar a sessão.

O programa também serve de rede social. É possível ver quantas pessoas, no planeta, estão meditando simultaneamente, se conectar com elas ao escrever “obrigado por ter meditado comigo”, adicioná-las na lista de amigos e até formar grupos. É muito bacana essa interatividade. Fazemos parceiros de ideais em todos os continentes.

Mesmo meditando sozinho, sabemos que não estamos só. Que milhões de pessoas, literalmente, estão na mesma batida que a nossa. Que milhões de seres humanos estão buscando boas energias. Que milhões de homens e mulheres, de todas as idades, querem viver num mundo melhor e de forma melhor.

Informações:
Insighttimer.com



terça-feira, 25 de abril de 2017

projeto borboletas

Uma curiosidade que virou amor, e o mais sincero sentimento. A fotógrafa gaúcha Tamara Wagner desenvolve o projeto Borboletas. Dedicado às crianças especiais, a iniciativa tem por objetivo a inclusão através da fotografia.  

Não tenho filho especial, nem mesmo tinha contato com qualquer criança com necessidades especiais até a realização do meu projeto. Eu não sei explicar de onde surgiu a ideia, mas ela simplesmente veio”, conta Tamara. Então, no dia três de agosto de 2014, ela organizou um piquenique no parque para crianças com necessidades especiais e suas famílias. O momento foi registrado, claro, em fotos. “E foi simplesmente maravilhoso, conheci pessoas incríveis, pequenos encantadores e recebi tanto amor, que ainda hoje me emociona lembrar”, relembra.

Em novembro de 2015, Tamara queria comemorar o aniversário de forma diferente: dar de presente um ensaio fotográfico a uma criança. Então, usou o Facebook para conhecer histórias e escolher a mais emocionante. O que ela descobriria, no entanto, que de lá para cá, nunca mais pararia de clicar meninos e meninas especiais em situações especiais. “Senti nas pessoas, nas mães, uma carência de amor da sociedade pelos seus filhos, um sentimento de exclusão nesta parte da fotografia, pelo menos. Tudo que estiver ao meu alcance para compartilhar com o mundo este amor e ajudar na inclusão destes anjos na sociedade, da maneira como eles merecem, como toda criança merece, assim o farei”, completa.

Informações:
Facebook.com/borboletasespeciais