terça-feira, 16 de janeiro de 2018

apaixonados por cinema

O cinema mexe com todas as nossas emoções, boas ou ruins. Através de um bom roteiro, uma boa fotografia, uma boa direção e, ótimas interpretações, nossa mente pode ir longe. Para quem gosta deste mercado, a CI Intercâmbio e Viagem oferece um curso de cinema na renomada New York Film Academy, nos Estados Unidos. 

 “O objetivo da escola é dar ao intercambista ferramentas básicas e experiência prática necessárias para fazer filmes. A escola possui equipamentos modernos, além de sala especial de edição”, diz Ana Flora Bestetti, Supervisora da Região Sul da CI. O tempo do intercâmbio varia de quatro semanas até um ano de duração, além de diversos Workshops rápidos. Os cursos oferecidos são: Filmmaking, Acting for Film, Producing, Digital Filmmaking, Screenwriting, Editing e 3D Animation. As aulas são seis dias por semana, das 09h às 18h. Algumas vezes são necessárias horas extras para trabalhar com a produção e edição.

Os cursos são abertos a jovens e adultos, sem limite de idade. As salas de aula possuem uma média de 16 estudantes, tendo assim atenção individualizada e integração entre os estudantes e professores. “O intercambista irá aprender não somente como operar uma câmera, iluminar uma cena ou editar um filme, mas aprender como todos os aspectos de criar e produzir um filme estão relacionados e se interagem dependendo assim um do outro”, conclui Ana Flora. A hospedagem poderá ser em casas de família selecionadas, apartamentos ou residências estudantis, hotéis ou albergues.

O cinema no Brasil é um mercado em ascensão e, de acordo com a MPAA (Motion Picture Association of America), já figura entre os 10 países com maior produção cinematográfica no mundo. O Rio Grande do Sul está entre os estados responsáveis por colocar o país no topo da lista.

A CI, em Porto Alegre, está presente na Rua Padre Chagas, 72, Moinhos de Vento (Telefone: 51-3346-4654) e na Av. Pereira Passos, 1125, loja 1, Bairro Vila Assunção (Telefone: 51-3062 0626). Há, ainda, unidades em Caxias do Sul, Passo Fundo, Erechim e Pelotas. 


Informações:


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

arte para pequenos

A arte é fundamental para o desenvolvimento de uma criança. Através dela, formam-se adultos melhores, cultos, questionadores e interessados pelo mundo em que vivem. No mês de janeiro, a Gravura Galeria de Arte (Rua Corte Real, 647), em Porto Alegre, traz uma opção de lazer lúdica e criativa para as férias dos pequenos e de adolescentes. 

A partir do dia 15 ocorre a Oficina de Verão. As aulas serão nas segundas e quintas, das 16h às 18h. Os alunos, que poderão ter no mínino seis anos de idade, aprenderão a técnica de pintura acrílica sobre tela. Até o final do curso, os artistas mirins deverão concluir, pelo menos, uma obra.  

O atendimento é individual, respeitando o ritmo e os interesses de cada aluno, além de promover dinâmicas para estimular a criatividade. As aulas, agendas ainda para os dias 18, 22 e 25 de janeiro, serão ministradas pela professora Letícia Lau.  O investimento do curso é R$ 400,00.


Informações:
(51) 3333-1946

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

vista para o mar

Esse é o sexto post, de uma série, sobre adoção animal. O que muda na rotina, em nós e na forma de ver o mundo.

PATA POR PATA pisava, de maneira desconfiada, na areia branca. Com o rabinho entre as pernas e o corpo rebaixado, mas muito curioso, o Kiko entrava no cômoro que o levaria para a mais ampla e bela paisagem que iria conhecer. Ao chegarmos no topo da montanha de grãos finos, pude sentir uma alegria e um fascínio que não imaginaria encontrar em um cão ao ver, pela primeira vez, o mar. Tudo nele se ergueu, das orelhas ao rabo. Em segundos, já partiu correndo em direção à água.

Como estava na guia, não preciso dizer que fui arrastado por ele – o que não chega a ser uma novidade. Sou arrastado por ele em quase todos os passeios. Mas não quis repreendê-lo naquele fim de tarde de final de primavera. Afinal de contas, o cãozinho que vivia dentro de um pátio estava conhecendo a praia e toda àquela vasta extensão de mar, terra e céu.

Ao contrário do que pensei, o Kiko não quis entrar no mar. Olhava intrigado o vai e vem das ondas. Sempre com a lingüinha para fora. Ao sentir a umidade gelada da areia onde as ondas chegavam, ele dava uns pulinhos como se estive em brasas. Mas ok. Até os cusquinhos, conhecidos por não terem frescuras, têm as suas frescuras.

Confesso que tive vontade de soltá-lo, pois sei que ele é obediente e atende aos meus comandos. Mas sei, também, que cachorro é cachorro e quando se encantam com algo não há Cristo que os coloque de volta no foco. Quem sabe em outro momento consiga deixá-lo mais livre.

A primeira ida ao Kiko até o mar, depois de sete anos de vida, foi linda! E as próximas serão também. Como foi maravilhoso e muito enriquecedor para mim viver toda essa experiência. O Kiko cheirando as conchas, os mariscos, se assustando com as cascas de carangueiros, correndo atrás de outros cães, latindo para o universo. Latindo de felicidade.  


Na semana que vem uma nova aventura do Kiko. 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

histórias de amor

Eu já escrevi aqui no Limonada Zen sobre o 15 Segundos de Coisa Boa. O projeto compartilha momentos felizes, através de fotos e vídeos, do casal Bárbara Santos e Rafael Barbieri nas redes sociais. Agora, Bá e Rafa, como são chamados por seus mais de 600 mil seguidores, criaram o Histórias de Amor, que visa documentar o romance de outros casais a partir da concepção dos filmes autorais.

Bá e Rafa
Os noivos descobriram a magia da linguagem que lança mão de leveza visual, explora fotografia, cor e temperatura, além de uma edição planejada e trilhas inspiradas nas histórias de cada casal”, diz Bárbara. Os gaúchos embarcam na vida dos noivos no período que antecede o casamento. Eles conhecem o rapaz e a moça a fundo, entendem suas preferências e estilos e produzem um filme com a pegada perfeita dos pombinhos.

Segundo a Associação Brasileira de Eventos Sociais (Abrafesta), o segmento movimenta mais de R$ 16 bilhões no Brasil. Só a Região Sul é responsável por investimentos na ordem de  R$ 2,9 bilhões em casamentos formais, civil e religioso. Esses números refletem diretamente no Histórias de Amor. A agenda para 2018 está disputadíssima. Com isso, o serviço, um braço da produtora Casa da Janela Filmes,  já é responsável por 40% do faturamento da empresa.


quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

o primeiro passeio juntos

Esse é o quinto post, de uma série, sobre adoção animal. O que muda na rotina, em nós e na forma de ver o mundo.

LEMBRO-ME da primeira vez que saí com o Kiko, ainda pequeno, pelas ruas do bairro da minha avó. Foi uma experiência traumática para mim, e acredito que para ele. Não chegamos a dar uma volta na quadra porque ele não conseguiu caminhar de tanto medo. Medo das árvores, dos cães que latiam dentro dos pátios das casas por onde passávamos, dos carros, das pessoas, das folhas caindo das árvores, do vento! Depois disso, nunca mais saí com ele.

O nosso segundo passeio aconteceu algumas semanas atrás, sete anos depois. No nosso primeiro final de semana morando juntos, decidi levá-lo ao parque. Na verdade numa festa de aniversário de criança numa praça, ao ar livre. Na minha mente só conseguia ver àquele Kiko assustado e quase preso ao chão. 
O Kiko no meu colo com vergonha
Engano meu. O cãozinho de porte médio – para pequeno – agora não era mais um filhote. O medo foi embora e deu lugar à segurança – embora ainda tenha algumas coisas que o assustem. A rua para ele, hoje, é uma passarela. Ou melhor, uma pista de velocidade. Eita cachorrinho que adora caminhar apressado, cheirando tudo, demarcando com xixi qualquer coisa que vê pela frente.

Ele tem um porte bonito. E não é confete de dono. É porque ele é elegante mesmo. Deve ter aprendido com minha vó, que não saía de casa bem penteada, arrumada e cheirosa. Até dentro de casa gostava de estar impecável. O Kiko é assim. Um cão todo vistoso. Caminha todo empinado. E faceiro. Quase que um modelo-dog.

Tanto é verdade que, naquele dia, estávamos no foco de todo mundo. Não tinha ninguém que não passasse pela gente com um sorriso, com um boa tarde ou com uma palavrinha do tipo: “que lindo ele é”. Não para mim e, sim, para o Kiko. Rsrs.

E não é que o rapazinho se comportou como um cavalheiro diante dos convidados da festa? Educadamente, aceitou carícias e até deu umas lambidinhas. Mas, o que ele mais gostou mesmo foi do TAMANHO do parque. Pude correr com ele, na guia claro, pelos campos verdes. Foi divertido para ele. Mas, mais divertido para mim.

Agora é assim. Passeios e mais passeios. Até porque, ele merece conhecer o mundo além dos portões do pátio de uma casa. 


Na quarta-feira que vem, dia 27 de dezembro, a primeira vez que o Kiko vê o mar. 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

caderno de ins-pirações

Transformar os limões que a vida nos dá em uma deliciosa limonada. Essa é a minha filosofia de vida. A partir desse pensamento que criei o blog Limonada Zen para escrever como lidava com situações um tanto chatas e inesperadas. E, depois de um tempo, veio a vontade de compartilhar histórias e experiências de pessoas que buscam o mesmo.

No post de hoje, uma baita lição de superação. Priscila Soares Morais, uma jovem estudante de artes cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), estreia neste final de semana como dramaturga e apresenta, em Porto Alegre, a peça Caderno de ins-pirações, um texto reflexivo sobre as nossas tantas crises do dia-dia.

A ideia veio do próprio diário dela, escrito sempre com muito carinho. “Aqui tem de tudo. Trecho de poemas e músicas, coisas sobre teatro, um poeminha do Mário Quintana, fotos, coisas que eu vou vendo e registrando, sensações, ideias, inspirações, recuerdos, pirações. Reflexões da vida, do sonho, da dor, das angústias, do cada dia.”, afirma Priscila. A montagem, que tem supervisão da renomada atriz e diretora Patrícia Fagundes, se estrutura em uma narrativa épica, partindo da obra de Fernando Pessoa, da criação de alguns textos autorais e de textos de criação coletiva do grupo. 

O processo de criação e montagem da peça começou de uma forma um tanto difícil devido ao fato dela ter ficado um ano afastada do curso por motivo de doença e ter se distanciado da turma na qual havia ingressado.  “No curso de direção teatral não conhecia muitas pessoas dispostas a ingressar em um projeto comigo, foi então que convidei alguns amigos que já haviam se formado no curso de teatro para atuar em meu estágio de montagem”, relembra.

Os atores Vinicius Mello e Magda Schiavon abraçaram a causa. No palco, perpassam por diferentes situações que tem como eixo central o estar em crise. “O projeto é lindo e encantador. As pessoas vão pensar mais sobre as suas vidas de uma maneira mais poética. Nada de dramalhões”, comenta Vincius.

Para Priscila estar em crise, não saber o que fazer ou que caminho seguir é estar vivo, é viver. “Viver é isso, é escolher, decidir, não saber, é sorrir, é chorar, é sofrer. É dançar na corda bamba de sombrinha, é um rosário de piscados. É fazer, refazer, é tentar, construir, desistir. É a cada passo do caminho, descobrir e inventar o caminho”, conclui ela.

A montagem pode ser vista hoje (15.12), amanhã (16.12) e domingo (17.12), às 20h, na Sala Alziro Azevedo (Av. Sen. Salgado Filho, 312). A entrada é franca. 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

a hora da decisão

Esse é o quarto post, de uma série, sobre adoção animal. O que muda na rotina, em nós e na forma de ver o mundo.

TRÊS DA MANHÃ. Ouço um barulho na sala. Levanto para ver o que é. Kiko, me olhando, fazia um cocozão próximo à porta de entrada. Ok. Não fiquei bravo. Um dia isso iria acontecer, né? Limpo o local e digo para ele que está tudo bem. Pelas seis da manhã, percebo nele uma inquietação. E, novamente, outro cocozão no mesmo lugar. Sonolento, limpo novamente, sem xingá-lo.  

Antes de adotá-lo as minhas dúvidas eram várias. Será que ele vai fazer xixi por toda a casa? Qual o cantinho que ele vai escolher para o cocô? Vai latir muito? Meus móveis correm risco de serem mordidos, roídos e destroçados? Meus Deus! Pânico total para um virginiano que adora tudo no seu devido lugar.

A “ficha” dele não é das mais limpas. Nela, há “pipis” feitos nos ambientes internos da residência da minha vó, tapetes estraçalhados e até um sofá rasgado. Como pode um cusquinho tão meigo e doce ser, ao mesmo tempo, tão travesso? Seria ansiedade? Raça? Temperamento? Criação não era, isso eu sabia. Enfim! Mesmo assim, eu queria correr o risco! Algo me dizia que seria importante para mim. Neste caso, o maior desafiado seria eu, não ele.

Não me tirem para neurótico. Sei que bens materiais são apenas bens materiais. Mas tudo comprado para compor minha decoração tem uma história. E acho importante preservamos as nossas memórias. Desapeguei, tá? Como o budismo defende, tudo é impermanente: começa e tem fim. Porque seria diferente com uma cadeira, por exemplo?

Agora! Estão sentados? Desde a chegada do Kiko em casa a única coisa que aconteceu, até agora, foi o incrível número de pelos em lugares por onde ele passa. Viva o inventor do aspirador de pó, aliás. Tirando isso, ele faz todas as necessidades na rua e os móveis seguem como eram antes: intactos. Acho que isso é um bom sinal, não? Acredito – e rezo – que ele siga neste bom comportamento. E se fizer alguma sapequice, tudo bem, isso poderia ocorrer.

Ah! E os dois totozões no meio da sala? Bom! Suspeito de um dor de barriga. Depois daquela madrugada, nunca mais aconteceu nada parecido.

O Kiko me ensina muitas lições. Uma delas, por exemplo, é que um lar sem bagunça não é um lar. Que, sim, não faz mal nenhum ter uma almofada jogada no chão e uma meia dúzia de pelos espalhados no chão ao chegar em casa depois de um dia de trabalho. Que é bom voltar e sentir uma vida feliz te esperando e pronta para te dar amor e carinho, esses, de forma incondicional. Bom! Eu acho que a lista de benefícios vai aumentar. Daí, vamos falando nisso ao longo do tempo. 

Na quarta-feira que vem, dia 20 de dezembro, a primeira festinha no parque.