sexta-feira, 1 de junho de 2012

tu ficas melhor pra ti e pior para os outros

"Somos como vinho: quanto mais velho, melhor". Cresci ouvindo essa frase. Aliás, eu e toda a torcida do Flamengo e do Internacional juntas. E é verdade verdadeira. Sinto-me mais completo, mais bonito, mais interessante hoje, aos 35 anos, do que aos 21. E não é demagogia.

Agora, vou largar no ventilador a releitura mais moderna da ideia lá de cima que um amigo meu me falou durante um almoço: "Com o tempo, tu ficas melhor pra ti e pior para os outros"! Outra verdade verdadeira.

No começo da vida queremos agradar a todos. Fazemos coisas que nem estamos a fim só para o bem do próximo. Ok! É um gesto nobre que precisamos fazer. Sacrificamos-nos para a felicidade alheia. Normalmente, depois do crime contra nós mesmos largamos a clássica:

- Ah! Eu tinha que ir. O fulano queria tanto a minha presença.

Quando ficamos mais maduros, a situação muda! Pensamos mais no nosso bem estar e no que nos vai fazer feliz! Azar do outro se não gostar. O importante é a gente ficar bem.

Não é egoísmo, viu? É se respeitar e ser feliz. Só que nessa realidade, "um" outro é que vai acabar levando a pior! Mas vamos combinar: antes ele do que eu, né?




Um brinde à felicidade!!!

terça-feira, 15 de maio de 2012

quem não tem respeito, não tem nada!

Respeito! Palavra curta, meio fechada, mas que agrupa um bocado de sentimentos bacanas. Amor, amizade, compreensão, proteção e admiração são alguns deles. Quem tem respeito pelo outro sente isso. 

Quando eu era criança e fazia alguma malcriação para minha mãe ou meu pai eu ouvia deles: "olha o respeito, guri"! Para mim, o respeito era simplesmente não falar palavrão como forma de "reinar" quando era contrariado. Todo o filho adora balbuciar baixinho os palavrões mais inocentes da face da Terra. O respeito, naquela época, se restringia a aceitar a decisão dos meus pais por eles serem mais velhos, mais experientes na vida, e por serem meus pais!

Hoje, no entanto, entendi que respeito não se resume apenas a obedecer quem tem mais idade. Ter respeito é entender a decisão do outro - não aceitar necessariamente, mas entender. É dar conforto a quem se gosta. É proteger a pessoa que se ama. É Proteger moralmente - e até fisicamente - o nosso semelhante querido do meio tão cruel que vivemos nos dia de hoje.  Seja da maneira como falamos dele para os outros ou de como lidamos com ele diante da sociedade. Respeitar é compreender, também, que a dignidade do próximo passa por nós! 

Esses dias vi um casal brigando numa mesa de restaurante. Faltou respeito entre eles - expondo a vida íntima para uma plateia -, e para com os frequentadores - que ficaram constrangidos em ouvir tanta brigaçarada num momento que é para ser agradável: a refeição-. Não é bacana expor as pessoas dessa maneira, viu? 
Se alguém que diz gostar de ti mostrar uma relação de intimidade publicamente com outro cara ou garota, sem dúvida, faltou com respeito não só a pessoa que diz gostar, mas a ela também! Afinal, o respeito começa por nós mesmos. Se não nos respeitamos, daí fica difícil pedir isso aos outros. As redes sociais são o maior dedo duro!  

O que sei é que o mundo está ficando sem respeito. Todos acham que a felicidade e satisfação individual é que importam, esquecendo do coletivo! Um grande equívoco. Quem não tem respeito, não tem nada! Por isso, respeito é bom e eu gosto! 
Tem muita coisa que é proibida e merece respeito
=

terça-feira, 24 de abril de 2012

a vida no limite...


Esses dias eu estava em casa de bobeira e passou na televisão o filme Crash – No Limite. Decidi assistir novamente, mesmo contrariando a minha filosofia de vida que é não assistir duas vezes a mesma coisa. Tenho que confessar que foi uma segunda porrada no meu estômago. A primeira eu tomei na estreia dele no cinema. A trama é o retrato da vida real. Ok! Eu seu que é clichê, mas acho importante tocar no assunto de novo – aliás, quantas vezes forem necessárias como forma de “te liga”. De fato, nós somos os personagens. Isso mesmo! Eu, você, meu pai, tua mãe, meu irmão, teu avô e todo e qualquer cidadão do PLANETA está naquele roteiro.  

Vivemos num mundo doente. Uia! É forte, né? Mas é verdade. Somos vítimas. Somos vilões. Somos vítimas de uma sociedade injusta. Somos vilões porque a sociedade nos faz assim. Somos vítimas de preconceito, discriminação social, corrupção, descaso, abandono e pressão de todos os lados. Somos vilões por fazermos parte do preconceito, da discriminação social, de aceitarmos a corrupção, o descaso, o abandono e a pressão vinda de todos os lados.  O que quero dizer é que vivemos, todos os dias, no limite. No limite da paciência, no limite da ignorância, no limite do que pudemos suportar e aceitar. Crahs retrata isso! Vidas que extrapolam a linha do “agüentei até aqui”! O resultado é o conhecido: violência, medo, desespero e perda da razão.

Nosso dia-dia não é diferente. É o motorista da frente que freia sem o devido cuidado. É a burocracia do plano de saúde. É a falta de médico para quem não tem plano de saúde. É o banco que come o teu dinheiro como um tubarão esfomeado. É o mal-caratismo do colega de trabalho que quer te derrubar. É o político que tu escolhe para te representar e que tira vantagem do dinheiro público (que é teu). É o menor que bate a tua carteira. É a administradora do condomínio que nem para àquele lugar te manda – e não conserta o que precisa ser arrumado. É o frentista que completa o tanque do automóvel com gasolina batizada. Daí, quando menos se espera, BOOOMMMM! Explodimos! De vítimas passamos para vilões em dois toques.

Os atos errados não se justificam. Mas não podemos ser hipócritas a ponto de não aceitarmos que os atos errados se explicam. A partir do filme, acho que passei a ter um novo entendimento sobre as pessoas. Quando o motorista me cortar no trânsito, ele pode ser barbeiro, mas pode estar com a mãe morrendo sem atendimento em um hospital e, por isso, meio desnorteado. Quando o caixa do supermercado for grosseiro e estiver de má vontade, pode ser que ele pode ser mal-educado, mas pode ser que ele não tenha dinheiro para pagar o aluguel do mês. Quando o garçom te atender mal na pizzaria, ele pode ser despreparado, mas pode ter sido vítima de preconceito horas antes. Os vilões, podem ser, as grandes vítimas. Vá saber!

Estamos interligados. A minha vida está conectada com a tua. E vice-versa. Seja de uma forma ou de outra. Por isso, eu sei que é difícil, mas o teu problema não é meu. Nem o meu é teu. No entanto: ambos somos culpados pelos nossos problemas. Ajudamos a adoecer o mundo que vivemos. Mas o remédio está em nós mesmos: na solidariedade, no respeito mútuo e na vontade de fazer um planeta melhor.

 
Uma das cenas mais impactantes do filme para mim. Bom, impossível contá-la em uma linha. Aconselho locar o filme e descobrir





quinta-feira, 12 de abril de 2012

também ficamos no stand by

Uma aulinha rápida e básica de mecânica para leigos. Você já deve ter ouvido falar em alternador, né? Não sou mecânico, mas pelo que vivencio é uma das principais peças de um carro. É ela quem conduz energia do motor para a bateria, fazendo com que o veículo tenha força para  andar por aí. Quando o alternador falha a bateria não é recarregada e, em questão de horas, o carro para. Ficamos na mão.
 
Agora, uma aulinha rápida e básica de vida. Nos relacionamos todos os dias e a maior parte do nosso tempo com pessoas. Amigos, pais, parentes, colegas de trabalho e estudo, namorado, esposa, doméstica, cliente, vendedor de loja, atendente do restaurante, uffa, e segue o baile. É uma troca constante de informações, deveres, direitos, obrigações, favores, serviços, atenções e, é claro, gentileza. O ser humano precisa do outro para conviver bem em sociedade. A vida é uma via de duas mãos: uma que vai e outra que vem. Eu faço o bem para ti e espero que pelo menos me respeite. Mais ou menos isso.

Sou um cara que me considero cheio de energia. Coloco todas as minhas fichas no que estou fazendo. Sabe àquela pessoa articulada, que tenta resolver tudo para que todos fiquem satisfeitos, para que o A e B ganhem e que a felicidade impere, mesmo que “a pessoa” tenha um pouco – ou muito -  mais desgaste do que os outros?  Que faz mais do que deveria para que “àquilo” em questão saia um sucesso? Muito prazer, Adriano Cescani. O que ele, ops, eu me esqueço é que quando se dá muito e não se tem o retorno desejado, a energia acaba!

Hum...Cheguei onde queria. Também temos o "nosso" alternador, como os automóveis. Gastamos energias todos os dias e é importante que ela volte para nós. Como? Através de uma boa relação entre familiares, no trabalho, no amor e na amizade. Quando um das partes gasta muita energia e a outra nem tanto assim, a ponto de, muitas vezes, acharmos que não adiantou de nada o esforço, acontece o inevitável: a “nossa” bateria vai pro beleléu. E não adianta empurrar que não pegamos no tranco.

A diferença entre o nós e o automóvel é que não ficamos estacionados esperando socorro. Acordamos, andamos, comemos,trabalhamos, estudamos, mesmo que de maneira lenta. Eu diria que acionamos o
stand by. Como nos aparelhos eletrônicos, estamos ligados sem gastar muita energia.

Recentemente fiquei assim, no modo de espera. Gastei muita energia onde não devia e o meu “alternador” falhou. Pessoas, situações e fatos me chatearam. Cheguei num ponto que cansei de dar o meu melhor para o
resultado ser o pior. Cansei de querer ser o bom e sair como o mau. Até duvidei que o certo para mim já estava errado. Mas tudo por causa do meu próximo que não entendeu a parte que a vida é uma via de duas mãos: uma que vai e outra que vem.  Um faz e o outro colabora. Fui sugado por um tornado de fatalidades.

O lado bom de se estar no stand by é fazer o arroz com feijão, sem se incomodar. Faço as minhas coisas – profissionais e pessoais – da maneira correta, nem mais nem menos. Mesmo acreditando que TODO MUNDO deveria dar um pouco mais de si para FAZER um mundo melhor para todos.

É! Stand by significa estar recuperando a esperança no próximo, aos poucos. Tenho certeza que em breve a vida arruma o meu “alternador” e voltarei a funcionar normalmente, com a bateria 100% recarregada. 
 
 

terça-feira, 3 de abril de 2012

expulso, mas ao contrário!


Todo mundo já viu alguém ser expulso de algum lugar. O baderneiro convidadíssimo para se retirar da festa, o bagunceiro da classe deixar a sala de aula rumo à direção ou o jogador sair de campo depois de um cartão vermelho! Muitos já vivenciaram essa experiência na pele! A priori se é expulso depois de transgredir alguma regra. Bom, confesso que nunca fui retirado de nada nem de lugar nenhum. Sempre fui Joãozinho do passo certo.

Para ser expulso é preciso estar num grupo, certo? O meu, por assim dizer, não é time de futebol nem bonde de funk. Minha galera é do fitness, ou seja, da academia onde estou há oito anos. Além de cuidar da saúde, da mente e do corpo, malhamos a língua - dentro e fora da sala de musculação.

Com a turma da academia faço festas, churrascos, jantares temáticos e até viajamos juntos. Seja na praia ou no sítio, a diversão é garantida. Há poucos dias, pela primeira vez, no entanto, senti a sensação de ser expulso, mas ao contrário!

Aos poucos, a turma foi diminuindo com o passar do tempo. O estagiário que conquistara a vaga de professor e que animava o pessoal da manhã saiu no ano retrasado. A colega do treino de cada dia mudou de trabalho e encontrou uma academia mais perto no ano passado. Àquela senhora simpática trocou o "ferro" pelo pilates no início do ano. O parceiro de esteira também foi embora no carnaval. Por fim, o professor, que com o tempo virou vizinho de prédio, amigão e brother, seguiu seu rumo e não está mais coordenando os alunos da academia há alguns dias, entre eles eu!

É! Mesmo encontrando pessoas queridas diariamente nos exercícios matinais, o ambiente é outro. Daí é que percebemos que os ciclos das outras pessoas também começam e encerram. O que não nos damos conta é que as fases de vida dos nossos amigos podem começar e terminar com a gente no meio delas.  O destino quebrando as nossas pernas. Resultado: somos expulsos, mas ao contrário!

E não tem outro jeito, viu? A amizade continua, isso é verdade. Mas assim como os jogadores ou os baderneiros excluídos dos seus grupos, é hora de refletir a situação! Quem sabe essa expulsão, ao inverso, não vai motivar um encerramento e o começo de um novo ciclo na minha vida? Na real só vou saber com o senhor chamado tempo.

 Galera da academia em uma das festas que fizemos por aí...

segunda-feira, 26 de março de 2012

falar é mais fácil do que se imagina


Me considero uma pessoa tímida. Por isso, quando o assunto é meio "espinhoso" sempre preferi usar o texto no lugar da fala. Na escrita podemos pensar, organizar as ideias, medir as palavras. Fazer bonito através de um e-mail, torpedo, mensagem em rede social e até mesmo em carta ou bilhete é bem mais fácil. Mas corremos o risco de perder o "time" da história e sofrer com um assunto mal-resolvido. Esses dias me dei conta que falar é mais fácil do que se imagina.

Prozeando com um amigo, ele me larga uma frase que não me agradou em nada. Achei grosseira, maldosa e desnecessária! Imediatamente minha fisionomia mudou e um calor subiu pelo meu corpo. Durante uns 30 segundos fiquei em silêncio. Tempo para refletir, respirar e contar até 3. Foi aí, neste momento, no melhor estilo Sandra Annemberg, vomitei:

- "Desculpe, mas não gostei do tu me disse. Achei grosseiro e deselegante!"

Na hora, um pedido de desculpa revestido de constrangimento veio por parte dele, seguido de uma série de explicações. Acho que jamais imaginou a minha reação. A partir daí começou uma conversa madura sobre o tema em questão.

Confesso que me deu um orgulho danado de mim. Não por ter deixado ele numa saia justa, mas porque externei um sentimento que, em épocas passadas, ficaria remoendo dentro de mim por muito e muito tempo. É claro que fiquei alguns minutos chateado, mas apenas alguns poucos minutos e não horas, dias, semanas ou meses!

Não me escondi atrás de um e-mail ou torpedo!  Assumi o comando da situação em tempo real. As pessoas precisam aprender que não podem falar tudo o que querem ou que pensam e saírem na boa. É necessario que aprendam com os seu erros. As pessoas precisam entender que falar é mais fácil  do que se imagina. .

terça-feira, 20 de março de 2012

hora de ir pra debaixo da cama esperar


Às vezes tudo na vida da gente dói ao mesmo tempo. Uma conversa com um amigo. Um comentário de um conhecido. O dente. O pensamento em alguém que se gosta e não está conosco. Um sonho. Uma saudade dói. É como se um tsunami de "chateações" invadisse nosso corpo destruindo as defesas do organismo, nos deixando enfraquecidos, como os povos atingidos pela verdadeira onda gigante que já devastou cidades inteiras por esse mundão de Deus. Daí, nada melhor que ir pra debaixo da cama esperar a poeira baixar, ou se preferir, a água secar.

Calma, quando digo ir para debaixo da cama, não é literalmente, viu? Quis dizer que quando tudo e todos nos aborrecem é preciso entender que o momento é de superação. Por algum motivo, que não sabemos, somos colocados à prova. Por isso, a dica é ficar nude, bege! Isso mesmo, nada de escândalos ou grandes brigas. Não vai adiantar. Confrontos servirão para baixar ainda mais a tua energia. Além disso, quanto mais se mexe na "m#@%a" mais ela fede, já diz o ditado popular.O lance é ficar quietinho.

Dois pezinhos no chão, mundo real! A maioria das pessoas é sem noção e, por isso, é muito mais fácil elas te magoarem do que te colocarem pra cima. E mais: dificilmente aceitam que podem estar erradas. O dente dói devido a um problema raíz. Se a pessoa que tu tanto pensa não te procura é porque ela não pensa tanto em ti assim e não te merece. Às vezes somos alvos fáceis do universo sem explicação. Percalços da nossa trajetória e que nos fazem crescer como seres humanos. O sofrimento faz parte. É fato!

Tudo passa! Deixe que a vida mostre para quem te chateou que o mundo é um "Itaú" (não é merchandising do banco, apenas uma referência ao comercial onde personagens fazem um círculo com o dedo indicador - acho ótimo!). Sim, o mundo é redondo e que o que fazemos - de bom ou ruim - retorna pra gente. Deixe que a vida leve as tristezas da mesma maneira que as trouxe. Quando menos percebemos a "onda de chateações" foi embora e com ela as dores. Então, é hora de sair debaixo da cama e começar novamente, e mais fortes.